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domingo, 18 de novembro de 2012

O Brasil é Heptacampeão!!!





Hoje o futsal brasileiro ficou marcado mais uma vez na história. Em uma vitória espetacular, o Brasil superou novamente a Espanha e se tornou pentacampeã Mundial na ERA FIFA e junto com os títulos ganhos pela FIFUSA a camisa da seleção brasileira ficará com 7º estrelas na camisa verde e amarela.

No seu segundo mundial da carreira, Simi é campeão mundial com a seleção brasileira. foram 300 minutos de jogo, 145 chutes a gol do Brasil em todo o campeonato, 45 gols feitos e somente 7 gols tomados. Foram 39 faltas cometidas e 47 sofridas. Nesses 7 jogos o Brasil passou por todas as situações, goleou, saiu perdendo e respeitou muito todos os seus adversários. 

A noite (na Tailândia) foi de muita ansiedade para os atletas do Brasil, aquele que seria o último mundial de grandes craques como Simi, Falcão, Vinicius e Franklin marcou também a carreira de Neto, que após perder o pênalti na Copa do Mundo de 2004 se redimiu fazendo dois gols na final e sendo premiado como melhor jogador de futsal do Mundo.


Dona de duas Copas do Mundo (2000 e 2004), a Espanha amargou o quarto vice-campeonato para o Brasil, em cinco decisões contra os arquirrivais. Além de 2012, o país ibérico foi derrotado pelo Brasil nas decisões de 1985 (competição organizada pela extinta Fifusa), 1996 e 2008.



Início difícil



O jogo começou truncado, com as duas equipes marcando muito. Aos dois minutos, Fernandinho arriscou da esquerda da quadra de ataque e mandou por cima. A resposta da Espanha veio em grande estilo. Em tabela rápida, Lozano recebeu livre e tocou para o gol. Vinicius tirou em cima da linha, salvando o Brasil.

Com mais de volume de jogo, a Fúria por muito pouco não perdeu o pivô Lozano, aos sete. Depois de um carrinho de Jé, o camisa 9 espanhol sentiu o tornozelo, deixando a quadra carregado e só voltando no fim do primeiro tempo. Mesmo sem um de seus principais jogadores, o time europeu seguiu levando perigo e, aos oito, Alemão fez jogada individual na esquerda e bateu em gol. A bola tocou em Ari e foi para fora.

Acuada, a seleção brasileira não conseguia ficar com a bola. Aos 12, Fernandão avançou em jogada de contra-ataque e chutou por cima do gol de Tiago, rente ao travessão. O goleiro brasileiro mal teve tempo de descansar. Segundos depois, o mesmo Fernandão dominou na entrada da área e chutou rasteiro. Tiago tirou com os pés.

A cinco minutos do fim, o Brasil finalmente conseguiu assustar a defesa adversária. Em saída rápida para o ataque, Vinicius rolou bola limpa para Ari, que acabou travado por Kike no momento da conclusão. Aos 18, Jé dominou na intermediária e Rafael Rato chegou chutando com força, assustando o goleiro espanhol Juanjo. A um minuto do fim, a Espanha outra grande chance, a última da etapa. Após cobrança de falta de Miguelin, Fernandão desviou de letra e a bola foi para fora, triscando o poste esquerdo de Tiago.

O Brasil voltou para o segundo tempo com Falcão em quadra. Logo na primeira jogada, o camisa 12 tentou surpreender Juanjo, arriscando da intermediária e quase acertando a meta. Aos três, o craque tabelou com Fernandinho e bateu para fora, à direita do gol, mostrando que o panorama da partida havia mudado. A seleção sentiu o bom momento e continuou atacando. Aos quatro, Rato girou para cima de um marcador e chutou rasteiro. Juanjo tirou com o pé.

De tanto insistir, o Brasil conseguiu abrir o placar aos cinco. Após cobrança de escanteio de Rato, Neto pegou de primeira, acertando o canto esquerdo de Juanjo: 1 a 0. Em desvantagem, a Espanha passou a sair mais para o jogo e, aos seis, Ortiz recebeu na frente, mas parou em Tiago, que conseguiu fechar o ângulo. Inspirado, Neto seguiu desequilibrando. Aos sete, ele arrancou pela direita e soltou uma bomba, para uma difícil defesa de Juanjo.

Um minuto depois, foi a vez de Simi assustar a defesa espanhola. Após apertar a marcação do rival, o camisa 8 brasileiro encheu o pé e a bola passou rente ao poste direito. Como não fez o segundo, o Brasil acabou castigado aos 10. Em cobrança de falta frontal, Tiago deu rebote e Torras apareceu para conferir, igualando em 1 a 1. Um minuto depois, a Espanha viraria a partida. Em lance semelhante ao gol de Neto, Aicardo emendou cobrança de escanteio e Tiago não conseguiu segurar.

O Brasil não desistiu e, aos 13, Falcão chutou forte da lateral esquerda, para uma difícil intervenção de Juanjo. Aproveitando o desespero brasileiro, a Espanha teve a chance para liquidar aos 16, quando Torras carimbou o travessão, em cobrança de falta ensaiada. O gol perdido custaria caro ao time europeu. Jogando com Rodrigo como goleiro-linha, a seleção brasileiro foi para o tudo com Simi, Falcão, Gabriel e Vinícius e, logo na primeira jogada após a mudança, Simi passou a bola para Falcão que bateu de esquerda, da intermediária, empatando novamente a partida: 2 a 2. O gol fez o jogo ficar mais aberto nos minutos finais e, aos 19, Jé ganhou da defesa no corpo e deixou Rato de frente para o gol, mas a finalização foi em cima de Juanjo, na última oportunidade do tempo normal.


Prorrogação
A partida seguiu lá e cá na prorrogação e, aos dois minutos, Lin tentou um chute frontal e Vinicius tirou com o peito. Na jogada seguinte, Tiago lançou Falcão no ataque, ele dominou no peito, mas acabou adiantando muito, facilitando a defesa de Juanjo. Depois Simi teve mais duas oportunidades em jogadas individuas, porém o goleiro espanhol foi uma muralha e não deixou passar. A 45 segundos do fim do primeiro tempo, Miguelin limpou para o meio e soltou uma bomba. Tiago voou para salvar o Brasil. Antes do intervalo, Neto ainda assustou a defesa espanhola, finalizando rente à trave, na última oportunidade do período.

No segundo tempo, a primeira grande chance surgiu aos três minutos, quando Fernandinho dividiu com a defesa espanhola e a bola sobrou limpa para Neto, que mandou por cima. A pouco mais de um minuto do fim, a Espanha cometeu a sexta falta. Tiro livre direto para o Brasil. Na cobrança, Juanjo defendeu o chute de Rodrigo. A 19 segundos do fim, veio o momento que todos esperavam. Em jogada individual, Neto avançou pela lateral e soltou uma bomba certeira: 3 a 2. Jogando com Kike como goleiro-linha, a Espanha foi para o tudo ou nada nos segundos finais, mas não dava mais. O título era mesmo brasileiro e ninguém podia tirar isso.

Os gols do jogo:

Entrega da taça:

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